As inovações tecnológicas são as dádivas dos seres humanos neste século. A todo instante as tecnologias são criadas, aperfeiçoadas, evoluídas e aplicadas na sociedade para facilitar nossa relação com o mundo e com o outro.

Isso também se aplica na saúde. A tecnologia na saúde pode ser entendida em diversos aspectos, desde a evolução de equipamentos, cirurgias teleguiadas e até mesmo, as consultas remotas.

E é sobre o sistema de saúde remoto que este artigo aborda! Como a telemedicina inovou o sistema de saúde? leia até o fim para entender.

Breve história da telemedicina

Para entender como funciona o sistema de saúde remoto, primeiro vamos buscar um pouco das suas origens.

Apesar de hoje ser considerado uma evolução tecnológica, o conceito de telemedicina já existe há um bom tempo. Seus primórdios datam do final da Idade Média, na Europa.

Parece estranho pensar em saúde remota naquela época, mas devido às pestes que se alastraram nas vilas, os médicos da época faziam suas consultas às margens de rios, separados de seus pacientes

As consultas eram mediadas por um ajudante que levava as informações através dos rios de médico à paciente. Pronto, assim, meio rudimentar, começa o conceito de saúde remota.

No Brasil, a telemedicina vem sendo estudada desde os anos 1990, mas foi somente em 1994 que uma empresa passou a usá-la de fato.

Contudo, nos últimos 10 anos, o Brasil começou a se dedicar efetivamente em estudos para tornar este trabalho mais eficiente,  com auxílio de políticas governamentais ao apoio da ciência e tecnologia.

Mas, afinal, qual o conceito de saúde remota ?

Entendendo o conceito

A assistência de saúde remota é a prestação de serviços na área da saúde à distância, mediada por um sistema tecnológico, daí surge o termo telemedicina.

Por exemplo, se um paciente precisa de um diagnóstico de seus exames odontológicos, isso poderá ser feito de forma online, sem precisar necessariamente a visita do paciente no consultório.

Neste caso, basta conferir com o dentista responsável se ele atua de forma remota. Ou se informar através de convênios odontológicos sobre os diagnósticos à distância, por exemplo.

A telemedicina, portanto, engloba assistências como:

  • teleconsulta;
  • interpretação de exames médicos (telediagnósticos);
  • monitoramento à distância;
  • troca de informações médicas, entre outros.

Saúde remota em tempos de pandemia

Nunca se foi tão falado em telemedicina quanto nos últimos meses. Isso porque com a pandemia da Covid-19 e o medo dos pacientes em continuarem seus tratamentos de forma presencial, a saúde remota se tornou uma grande aliada.

Diversos planos de saúde e convênio odontológico empresarial, por exemplo, passaram a adotar a telemedicina em quase todas as especialidades.

Nos casos de clínicos gerais, o pré diagnóstico da covid-19 poderia ser feito a partir de uma consulta com um médico no qual o paciente relataria seus sintomas e a exposição ao coronavírus nos últimos 14 dias.

Para os pacientes que já iniciaram outros tipos de tratamento antes da pandemia da Covid-19 e, por conta da quarentena, não saíram de suas casas, a telemedicina veio como uma salvação!

Afinal, ficou muito mais fácil receber o diagnóstico com a interpretação do médico e fazer toda a assistência necessária.

Telemedicina na odontologia

A comunidade de odontologia no Brasil segue fielmente as normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO). O CFO restringe a consulta, o diagnóstico e a prescrição de receitas à qualquer forma de comunicação em massa, à distância.

Porém, depois de iniciado a quarentena devido a pandemia do coronavírus, foi permitido pelo CFO somente o telemonitoramento, ou seja, o acompanhamento do paciente após já iniciado algum tipo de tratamento presencial.

Com isso, um plano empresarial odontológico, por exemplo, não pode oferecer o tratamento remoto, mas pode garantir que suas clínicas conveniadas deem uma assistência continuada até mesmo à distância.

Telemedicina: a inovação da saúde

As inovações tecnológicas na saúde trouxeram à telemedicina a experiência da máquina como um agregador para o ser humano. A famosa Inteligência Artificial (IA) passou a ser utilizada também nos processos da saúde remota.

A IA, por meio de softwares tecnológicos, otimizam o trabalho de médicos e enfermeiros, moderniza os processos e  melhora o relacionamento com os pacientes.

Os computadores armazenam dados em nuvem que são atualizados todos os dias. Esses dados são cruzados com as informações de cada paciente podendo, assim, obter um panorama completo do paciente assim que ele ingressa em uma clínica, hospital ou laboratório.

Mas qual é a relação com a telemedicina? Os laudos de diagnósticos produzidos podem então ser computados e enviados ao paciente sem que ele precise ir até o consultório validar.

Basta que seus dados sejam informados aos sistemas que a clínica utiliza. Assim, você receberá o compartilhamento de seus diagnósticos por nuvem.

Dessa forma, as inovações tecnológicas na saúde permeiam o presente da medicina. Isso acontece em prol de uma saúde populacional com cada vez mais qualidade e atenção.

Conteúdo produzido por Beatriz Estima, assessora e redatora na empresa Ideal Odonto

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